Os mercados globais voltaram a entrar em modo de alerta máximo nesta quarta-feira, após a China anunciar tarifas adicionais de 84% sobre todos os produtos dos EUA, em resposta às tarifas recíprocas implementadas pelo presidente Donald Trump. A medida aumentou drasticamente a tensão da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Às 08h21 (horário de Brasília), os E-minis do Dow Jones recuavam 517 pontos (-1,37%), os futuros do S&P 500 caíam 1,21% para 4.959,75 e os do Nasdaq 100 recuavam 183,75 pontos (-1,07%). A reação dos mercados foi imediata, com vendas generalizadas em ações, commodities e até mesmo em títulos do governo americano.
O índice de volatilidade CBOE (VIX), conhecido como o "medidor do medo" de Wall Street, disparou para 54,31 pontos, seu maior nível desde agosto de 2024.
Com isso, o S&P 500 já acumula perdas superiores a US$ 5,83 trilhões em valor de mercado desde o anúncio original das tarifas na semana passada e está a apenas 1 ponto percentual de confirmar oficialmente um mercado em baixa, ou seja, queda de 20% desde sua máxima histórica.
Mesmo com uma breve recuperação na terça-feira, impulsionada por esperanças de negociação, os ganhos não se sustentaram. Todos os três principais índices americanos encerraram o pregão em queda.
Apple (-1%) e Meta Platforms (-1,3%) recuaram no pré-mercado, acompanhando a queda generalizada nas megacaps.
O setor de energia sofreu com o petróleo renovando mínimas desde fevereiro de 2021: Exxon Mobil (-2,2%), Chevron (-2,4%) e SLB (-3,7%) lideraram as perdas.
As ações farmacêuticas despencaram após Trump reforçar a intenção de aplicar tarifas pesadas sobre medicamentos importados. Eli Lilly (-3,3%) e AbbVie (-4,1%) foram diretamente afetadas.
Enquanto isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram, pressionando ainda mais os mercados. O yield da T-note de 10 anos atingiu 4,384%, refletindo os receios de uma recessão nos EUA e expectativa crescente de cortes de juros por parte do Federal Reserve.
Segundo dados do LSEG, os traders agora precificam quatro cortes de 25 pontos-base até o fim de 2025.
A divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fed, prevista ainda para hoje, e os dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, agendados para quinta-feira, devem fornecer pistas adicionais sobre os próximos movimentos do banco central americano.
Apesar do clima negativo generalizado, algumas ações se destacaram:
Ações de empresas chinesas listadas nos EUA subiram após suporte do governo de Pequim ao mercado doméstico. Alibaba (+3,1%) e o ETF iShares MSCI China (MCHI +3%) lideraram os ganhos.
A Delta Airlines (+3,1%) superou estimativas de lucro no 1T, apesar da incerteza econômica, e puxou o setor de aviação.
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