Nesta terça-feira (3), o mercado financeiro brasileiro respirou aliviado. Após quatro sessões consecutivas de queda, o Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,56%, aos 137.546,26 pontos. Já o dólar comercial recuou 0,70%, fechando a R$ 5,63. A virada nos ativos foi puxada por expectativas mais positivas em relação à condução da política fiscal.
A reação dos investidores foi direta: declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deram o tom do pregão. Ao afirmar que o governo está construindo um acordo político para evitar o aumento do IOF — medida até então ventilada como solução rápida para fechar as contas públicas — Haddad abriu espaço para uma recuperação nos preços dos ativos domésticos.
O ministro reforçou que medidas estruturais estão sendo discutidas e prometeu uma apresentação formal no início da próxima semana. O mercado interpretou o sinal como um esforço do governo para buscar soluções mais técnicas e sustentáveis, o que ajudou a reduzir a percepção de risco no curto prazo.
A leitura predominante entre analistas é que o mercado reagiu não apenas ao conteúdo das declarações, mas também ao gesto político de Haddad. O compromisso em evitar uma solução fiscal simplista, como o aumento linear de tributos, foi visto como um passo importante para reconstruir a confiança entre governo e agentes econômicos.
Com a bolsa se recuperando e o câmbio se fortalecendo, o investidor dá um voto de confiança, embora condicionado à entrega concreta de propostas robustas nos próximos dias.
A expectativa agora gira em torno da qualidade das medidas que serão anunciadas. O mercado deve reagir com base na consistência fiscal, impacto nas contas públicas e viabilidade política das propostas. Enquanto isso, a sinalização desta terça já foi suficiente para trazer alívio a uma semana que começou sob tensão.
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