As tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltaram ao centro das atenções e marcaram o início da semana nos mercados globais. Wall Street conseguiu sustentar ganhos, mesmo com o aumento dos riscos geopolíticos, enquanto as bolsas europeias fecharam no vermelho. Já o petróleo subiu mais de 3%, pressionado por preocupações com a oferta global.
Os índices norte-americanos fecharam em alta: S&P 500 (+0,41%), Nasdaq (+0,67%) e Dow Jones (+0,08%). O avanço foi puxado pelos setores de tecnologia — com destaque para Nvidia e Meta — e siderúrgicas, que reagiram à possibilidade de elevação das tarifas sobre aço e alumínio.
Mesmo com o anúncio do presidente Donald Trump de dobrar as tarifas desses materiais para 50%, o mercado enxergou o gesto como retórico. Ainda assim, o risco foi registrado: um novo capítulo pode estar começando na disputa comercial entre Washington e Pequim.
Na Europa, o clima foi de maior cautela. O Stoxx 600 caiu 0,07%, o DAX de Frankfurt recuou 0,28% e o CAC 40 de Paris teve baixa de 0,19%. O FTSE 100 de Londres foi exceção, com leve alta de 0,02%, impulsionado por ações de energia.
As preocupações com o rumo das políticas comerciais e fiscais dos EUA aumentaram a aversão ao risco no bloco europeu, que já enfrentava sinais de enfraquecimento econômico e instabilidade política. Investidores buscaram posições mais defensivas.
O petróleo foi o destaque entre as commodities. Brent e WTI subiram mais de 3%, após a OPEP+ decidir manter a produção inalterada, frustrando expectativas de aumento na oferta.
Além disso, incêndios florestais no Canadá ameaçam interromper operações em regiões produtoras, elevando ainda mais o receio de desequilíbrio entre oferta e demanda. O mercado reprecificou rapidamente o risco, com atenção crescente aos fatores climáticos.
O mês de junho já começa com forte volatilidade nos mercados globais. Tensões comerciais e eventos climáticos estão moldando o comportamento dos ativos, exigindo atenção redobrada dos investidores. Em tempos de incerteza, estratégias focadas em ativos mais resilientes ganham protagonismo.
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