A confiança do consumidor nos Estados Unidos caiu para o patamar mais baixo desde janeiro de 2021, em meio a preocupações crescentes com uma possível recessão e o impacto das tarifas na inflação. Segundo o Conference Board, os consumidores demonstraram maior apreensão sobre as políticas comerciais e as incertezas econômicas e políticas, fatores que pressionaram o índice de confiança para 92,9 pontos, uma queda de 7,2 pontos no mês.
As expectativas para o futuro foram particularmente afetadas, atingindo o menor nível em 12 anos, abaixo do limite de 80 pontos, que historicamente sinaliza risco de recessão. O Conference Board destacou que o pessimismo aumentou principalmente entre os consumidores com mais de 55 anos, enquanto aqueles entre 35 e 55 anos também relataram menor otimismo. Por outro lado, os consumidores com menos de 35 anos demonstraram leve melhora na confiança.
A queda na confiança foi registrada em quase todos os grupos de renda, exceto entre famílias que ganham mais de US$ 125.000 por ano. Mesmo diante do cenário de incerteza, muitos consumidores ainda mantêm planos de compras, especialmente de eletrodomésticos, televisores e veículos, possivelmente para antecipar gastos antes que as tarifas elevem os preços. Além disso, muitos planejam tirar férias nos próximos seis meses, o que pode sustentar parte do consumo e contribuir para a continuidade do crescimento econômico no curto prazo.
A inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses subiu para 6,2%, o nível mais alto desde abril de 2023, acima dos 5,8% registrados no mês anterior.
No mercado financeiro, os impactos foram imediatos. As ações caíram, o dólar perdeu força em relação a outras moedas e os rendimentos do Tesouro norte-americano tiveram alta. O levantamento do Conference Board também apontou uma leve melhora no chamado diferencial do mercado de trabalho, indicador baseado na percepção dos entrevistados sobre a disponibilidade de empregos, que subiu de 17,6 pontos em fevereiro para 17,9 em março. Esse índice costuma ter forte correlação com a taxa de desemprego dos relatórios do Departamento do Trabalho dos EUA.
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