Nesta quarta-feira (4), os mercados globais oscilaram entre otimismo e cautela. Dados fracos nos Estados Unidos reacenderam as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve, o que deu fôlego a alguns ativos e mexeu com o apetite por risco.
Em Wall Street, o S&P 500 fechou estável, enquanto o Nasdaq avançou 0,3% com suporte das big techs. O Dow Jones, por sua vez, caiu 0,2%. A surpresa negativa no relatório de empregos do setor privado (ADP), que mostrou criação de apenas 152 mil vagas, e o PMI de Serviços (ISM) abaixo da linha de expansão reforçaram o cenário de desaceleração econômica nos EUA.
Na Europa, o clima foi mais favorável. O STOXX 600 subiu 0,7%, com destaque para os setores de saúde e mineração. O FTSE 100 de Londres ganhou 0,2%, sustentado pela notícia de que o Reino Unido foi isentado de novas tarifas sobre metais pelos EUA — sinal positivo para o comércio transatlântico.
Já na Ásia, o tom foi majoritariamente positivo. O Kospi disparou 2,7% após a vitória de Lee Jae-myung nas eleições sul-coreanas, elevando as expectativas por estímulos internos. Em Hong Kong e Xangai, a aproximação entre China e EUA suavizou as tensões comerciais e favoreceu os ativos de risco.
Nos mercados de renda fixa, o yield da T-Note de 10 anos caiu mais de 10 pontos-base, para 4,36%, marcando o menor nível em quase um mês. A leitura? O Fed pode estar mais próximo de cortar os juros. Já o petróleo WTI recuou cerca de 1,5%, pressionado por um aumento inesperado nos estoques americanos e receios de enfraquecimento da demanda global.
O sentimento global segue sensível a cada sinal do Fed e o mercado, de olho em quando virá o primeiro corte.
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