Uma nova proposta do governo dos Estados Unidos pode desencadear um "apocalipse comercial", ao impor altas tarifas sobre navios chineses atracando no país. O impacto já está sendo sentido: um lote de 16.000 toneladas métricas de tubos de aço que deveria ser enviado da Alemanha para Louisiana está parado, pois a sobretaxa pode dobrar ou triplicar os custos de envio. Empresas envolvidas na negociação suspenderam as operações, aguardando mais clareza sobre a medida.
A proposta do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) busca reduzir a influência da China na construção naval e na indústria marítima. Atualmente, a China domina o setor, produzindo mais da metade dos navios de carga do mundo, enquanto os EUA fabricam apenas 0,01%. O USTR argumenta que o domínio chinês permite que Pequim controle preços e acesso ao mercado global, justificando as tarifas como uma estratégia para fortalecer a indústria naval americana.
A China já classificou a medida como uma violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). O tema está sendo discutido em uma audiência de dois dias em Washington, reunindo desde produtores de soja a transportadores e construtores navais chineses. Empresários temem que essa nova frente de guerra comercial seja ainda mais destrutiva que as tarifas aplicadas por Donald Trump em aço, alumínio e produtos chineses.
Segundo estimativas da Clarksons Research Services, as tarifas poderiam render entre US$ 40 bilhões e US$ 52 bilhões aos cofres dos EUA. No entanto, a incerteza gerada e a expectativa de uma nova rodada de retaliações chinesas em 2 de abril têm deixado muitas empresas preocupadas com o futuro do comércio global.
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