Os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam em alta nesta terça-feira (13), ampliando os ganhos da véspera em meio a sinais positivos no front macroeconômico. A combinação entre inflação mais branda e a trégua comercial de 90 dias entre Estados Unidos e China trouxe novo fôlego aos investidores. Já o Dow Jones cedeu 0,64%, pressionado por queda de 17,8% nas ações da UnitedHealth, após a companhia suspender sua projeção anual e anunciar a saída do CEO.
O CPI norte-americano subiu 0,2% em abril, abaixo da projeção de 0,3%, e avançou 2,3% em 12 meses. Os dados reforçaram a tese de que o Fed poderá retomar os cortes de juros no segundo semestre.
O alívio nas tarifas entre EUA e China foi visto como um divisor de águas. Washington cortou temporariamente tarifas sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto Pequim reduziu as suas de 125% para 10%.
Carol Schleif, estrategista da BMO, comparou a mudança a um “salto de um iceberg para um dia ensolarado”, destacando o alívio que isso traz para o comércio global e os estoques do varejo.
Seis dos 11 setores do S&P 500 fecharam no azul. O destaque foi tecnologia (+2,25%). O setor de saúde recuou 2,97%, afetado pelo tombo da UnitedHealth.
O S&P 500 avançou 0,72%, encerrando o pregão aos 5.886,55 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,61%, chegando a 19.010,09 pontos. Já o Dow Jones caiu 0,64%, encerrando o dia aos 42.140,43 pontos. Ações da Coinbase saltaram quase 24% após a confirmação de que a empresa passará a integrar o S&P 500 a partir de 19 de maio.
O volume negociado nos EUA somou 17,81 bilhões de ações — acima da média recente. Na NYSE, a proporção de papéis em alta superou os em queda em 1,86 para 1. No Nasdaq, 2.590 ações subiram contra 1.904 que recuaram.
Com a temporada de balanços se encerrando, o mercado volta as atenções para o resultado da Walmart e, sobretudo, para o discurso de Jerome Powell na quinta-feira.
Com inflação controlada e tensão comercial em pausa, o mercado ensaia uma nova reprecificação dos ativos. Investidores observam, agora, os próximos sinais do Fed e o comportamento do consumo nas próximas semanas.
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