O Banco Central voltou a subir a taxa básica de juros, elevando a Selic para 14,75% ao ano — maior patamar desde 2006. A decisão, unânime e já esperada pelo mercado, reforça o combate à inflação e evidencia a cautela diante do cenário global volátil.
A nova alta dos juros vem em resposta ao avanço persistente dos preços, especialmente de alimentos e energia, e à instabilidade econômica internacional. Esta é a sexta elevação seguida da Selic, consolidando um ciclo de aperto monetário iniciado em setembro do ano passado.
O Comitê de Política Monetária evitou sinalizações claras sobre os próximos passos, afirmando apenas que o nível de incerteza segue elevado e que será preciso agir com prudência, considerando os efeitos acumulados das altas anteriores.
“O estágio avançado do ciclo de ajuste exige flexibilidade e cautela na condução da política monetária”, declarou o comunicado.
Mesmo com sinais de desaceleração, a inflação segue fora da meta. O IPCA-15 de abril foi de 0,43%, puxado sobretudo pelos alimentos. No acumulado de 12 meses, chega a 5,49%, acima do teto da meta contínua, que é de 4,5%.
O BC prevê inflação de 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026. Já o mercado projeta 5,53% para este ano, conforme o boletim Focus.
Com a Selic elevada, o crédito fica mais caro, o consumo diminui e o PIB perde força. O BC projeta crescimento de 1,9% para 2025, e o mercado, 2%. O aperto monetário ajuda a conter a inflação, mas impõe limites ao crescimento econômico.
A próxima reunião do Copom, em junho, será decisiva. Se a inflação não ceder, novas altas podem ocorrer. Caso contrário, o Banco Central pode optar por manter os juros em 14,75% por mais tempo.
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