Em mais um movimento que reacende as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o ex-presidente Donald Trump sugeriu a imposição de uma tarifa de 80% sobre produtos chineses. A declaração ocorre justamente às vésperas de uma nova rodada de negociações bilaterais marcada para este fim de semana na Suíça — e já levanta dúvidas sobre a viabilidade de um acordo.
Embora o valor represente uma redução em relação à alíquota atual de 145%, especialistas alertam que uma taxa ainda tão elevada pode ser vista por Pequim como provocativa e inviável. Analistas como Gerard DiPippo, do Rand China Research Center, acreditam que qualquer cifra acima de 60% tende a ser inaceitável para o governo chinês, tanto em termos econômicos quanto simbólicos.
A equipe econômica de Trump, incluindo o secretário do Tesouro Scott Bessent e o representante comercial Jamieson Greer, está se preparando para as conversas, mas a sinalização de um possível endurecimento pode travar os avanços. Durante a campanha de 2024, Trump já havia defendido tarifas generalizadas sobre importações — e agora volta a adotar um tom agressivo, talvez como estratégia inicial de barganha.
A Casa Branca, no entanto, tenta suavizar os efeitos do anúncio. Segundo a secretária de imprensa Karoline Leavitt, os 80% mencionados não representam uma posição oficial do governo, mas refletem o desejo de pressionar por concessões mais amplas por parte da China.
Enquanto isso, os mercados acompanham com cautela. O S&P 500 ainda opera em leve recuperação, mas o sentimento dominante é de incerteza. A possibilidade de colapso nas conversas comerciais reacende preocupações sobre impacto inflacionário e ruptura nas cadeias globais de suprimentos — justamente em um momento em que o mundo busca estabilidade econômica.
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