Os mercados globais encerraram esta segunda-feira com direções distintas, refletindo um início de semana marcado pela expectativa em torno das decisões de política monetária nos Estados Unidos e Europa. Enquanto Wall Street e as bolsas europeias operaram com viés negativo, o Ibovespa sustentou alta com apoio de bancos e exportadoras.
Nos Estados Unidos, os principais índices de ações registraram leve queda. O S&P 500 recuou 0,35%, o Dow Jones caiu 0,28% e o Nasdaq, mais sensível aos juros, perdeu 0,45%. O clima foi de espera antes da reunião do Federal Reserve, que acontece nos próximos dias. Embora o mercado não espere mudança nos juros nesta reunião, qualquer sinalização futura do presidente Jerome Powell sobre o início dos cortes poderá reprecificar os ativos. O avanço dos rendimentos dos Treasuries também pesou sobre o apetite ao risco.
Na Europa, o tom foi semelhante. O DAX da Alemanha caiu 0,4%, pressionado por dados fracos da produção industrial e pela valorização do euro frente ao dólar. O CAC 40 francês teve baixa de 0,2%, enquanto o FTSE 100 britânico recuou 0,3%, influenciado pelas incertezas fiscais internas e pela estabilidade das commodities. Investidores europeus também estão atentos à decisão de juros do BCE, marcada para esta semana.
No Brasil, o Ibovespa subiu 0,65%, sustentado por ações ligadas a commodities e bancos. O desempenho positivo de Vale e Petrobras ajudou a manter o índice no azul, enquanto os papéis do setor bancário avançaram diante da melhora no ambiente de juros futuros. O dólar encerrou em alta moderada, cotado a R$ 5,10, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior.
A curva de juros locais caiu, refletindo a perspectiva de manutenção do ritmo de cortes na Selic, reforçada após declarações recentes do Banco Central.
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