O ouro atingiu um pico histórico nesta quinta-feira, impulsionado pelo aumento da busca por ativos de refúgio seguro diante das crescentes tensões comerciais globais e da queda nos mercados de ações. O movimento ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar novas tarifas automotivas, gerando reações de governos de Ottawa a Paris, que já ameaçam retaliação.
O ouro spot subiu 1,2%, chegando a US$ 3.057,12 a onça às 12h17 (horário de Brasília), depois de alcançar um novo recorde de US$ 3.059,30. Já os contratos futuros da commodity nos EUA avançaram 1,5%, para US$ 3.069,10, também atingindo uma máxima histórica de US$ 3.070,90 no início da sessão. O metal já bateu 17 novos recordes somente em 2025, reforçando sua valorização como proteção contra incertezas econômicas e políticas.
Os investidores agora aguardam a divulgação do índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) nesta sexta-feira, um dado fundamental para avaliar os próximos passos do Federal Reserve em relação às taxas de juros. O ouro tende a se valorizar em períodos de juros mais baixos, tornando-se uma alternativa mais atraente para os investidores.
A valorização do metal também reflete o aumento da demanda por ETFs lastreados em ouro e compras massivas de bancos centrais, O Goldman Sachs, por sua vez, revisou para cima sua previsão de preço para o final de 2025, elevando a estimativa de US$ 3.100 para US$ 3.300 a onça, impulsionado pelo crescimento da demanda global.
Além do ouro, outros metais preciosos também registraram ganhos. A prata avançou 1,8%, atingindo US$ 34,30 a onça, seu nível mais alto desde outubro de 2024. A platina subiu 1%, para US$ 984,32, enquanto o paládio teve alta de 1,3%, cotado a US$ 980,25.
Com o agravamento das disputas comerciais e a volatilidade no mercado financeiro, o ouro segue reforçando seu papel como ativo de proteção, atraindo investidores que buscam segurança em um cenário de incertezas e turbulências econômicas.
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