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Ouro sobe com dólar fraco e tensão comercial aliviada entre EUA e China

Metal se recupera após mínimas de um mês e volta a atrair fluxo com expectativa sobre os próximos dados dos EUA

30/06/2025 12h37 Atualizada há 8 meses
Por: Redação
Ouro sobe com dólar fraco e tensão comercial aliviada entre EUA e China

O ouro opera em alta nesta segunda-feira, sustentado pela fraqueza do dólar americano e por um ambiente externo mais favorável ao apetite por proteção.

Após recuar para os menores níveis desde o fim de maio, o metal precioso voltou a atrair fluxo de investidores que buscam ativos defensivos à medida que se aproxima uma bateria de dados econômicos relevantes nos Estados Unidos.

No mercado à vista, o ouro registra valorização de 0,5%, cotado acima de US$ 3.280 por onça. Já os contratos futuros negociados em Nova York também avançam cerca de 0,4%. No acumulado do segundo trimestre, o ouro sobe 5,2%, consolidando seu segundo trimestre consecutivo de ganhos — apoiado por juros mais baixos e expectativa de flexibilização monetária até o fim do ano.

O movimento também foi influenciado por avanços no campo geopolítico. Após meses de impasse, Estados Unidos e China chegaram a um acordo sobre exportações de minerais estratégicos e componentes magnéticos, considerados críticos para a indústria global de tecnologia. Paralelamente, o Canadá retirou sua proposta de imposto digital sobre empresas americanas, na tentativa de destravar negociações comerciais com Washington. Essas sinalizações reforçaram a percepção de descompressão nas frentes comerciais.

Além disso, o ouro segue beneficiado por um ambiente de juros potencialmente mais acomodatício. Investidores aguardam os dados do mercado de trabalho norte-americano, com destaque para o relatório de emprego privado da ADP, que será divulgado na quarta-feira, e os pedidos semanais de auxílio-desemprego, esperados para quinta. Os números podem fornecer pistas mais claras sobre a disposição do Federal Reserve em iniciar cortes de juros a partir do outono.

Enquanto isso, a prata permanece estável, negociada em torno de US$ 35,97 por onça, enquanto a platina recua 0,5% e o paládio cai 2,1% — mas ambos seguem com ganhos acumulados no trimestre. A combinação entre fatores técnicos e macroeconômicos reforça o papel do ouro como ativo de reserva de valor em momentos de transição na política monetária e comercial global.

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