A empresa agora chamada Strategy, anteriormente conhecida como MicroStrategy, realizou uma aquisição estratégica de 21.021 Bitcoins, no valor total de US$ 2,46 bilhões, entre 28 de julho e 3 de agosto, conforme declarado à SEC. Foi o terceiro maior aporte em valor da empresa desde que iniciou sua estratégia de acumulação há cerca de cinco anos.
Com essa operação, o balanço da Strategy agora reúne 628.791 BTC, valor estimado acima de US$ 71 bilhões com os preços atuais de mercado. A média de preço pago nessa compra foi de US$ 117.256 por unidade, o segundo mais alto já registrado pela empresa, superado apenas pela média de US$ 118.940 do mês anterior.
A Strategy mantém sua posição como a maior empresa pública detentora de Bitcoin, controlando cerca de 3% da oferta total estimada de BTC. Desde que adotou a estratégia focada em Bitcoin como ativo de tesouraria, as ações da companhia tiveram uma valorização superior a 3.000%, superando o desempenho do próprio Bitcoin e índices como o S&P 500 e Nasdaq 100.
A empresa financia essas aquisições por meio de uma combinação de emissão de ações ordinárias, títulos preferenciais (incluindo a recente oferta “Stretch”) e dívida estruturada. No segundo trimestre, bateu recorde ao reportar lucro líquido de US$ 9,97 bilhões impulsionado por reavaliação contábil das participações em Bitcoin, com ganho não realizado de US$ 14 bilhões.
Michael Saylor, fundador e principal defensor da estratégia, destacou que a empresa só emitirá novas ações ordinárias se o valor da firma ultrapassar 2,5 vezes os ativos em BTC, mantendo a disciplina financeira e minimizando diluição para acionistas.
Esta movimentação reforça a transformação da Strategy: de uma fornecedora de software corporativo para um modelo de tesouraria baseado em Bitcoin, inspirando outras empresas públicas a imitarem essa abordagem estratégica.
A repetição dessas compras em valores bilionários, mesmo com o Bitcoin cotado próximo de máximas históricas, demonstra convicção absoluta na visão de Saylor: o criptoativo não é apenas um hedge inflacionário, mas a reserva estratégica do futuro. A Strategy consolidou-se como pioneira e benchmark em gestão corporativa de Bitcoin. A pergunta que fica é: quantas empresas seguirão esse modelo nos próximos anos?
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