O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, voltou a adotar uma postura prudente em sua coletiva de imprensa nesta quarta-feira (30), reforçando preocupações com a trajetória da economia dos Estados Unidos. Ao repetir seis vezes a expressão “riscos negativos” ao descrever o cenário econômico, Powell despertou a atenção de investidores e analistas, indicando que o banco central está em alerta diante de possíveis obstáculos à recuperação.
A expressão sugere que o Fed vê chances crescentes de que o desempenho econômico fique aquém das previsões atuais. Powell destacou que a inflação, apesar de estar recuando, segue acima da meta de 2%, especialmente no setor de serviços. Mesmo com o impacto pontual das tarifas sobre produtos importados, o presidente do Fed avaliou que ainda não há necessidade de elevar os juros neste momento, optando por manter a taxa básica entre 4,25% e 4,5%.
Esse discurso mais conservador vem num momento em que o crescimento do PIB perdeu fôlego, a economia americana avançou apenas 1,2% no primeiro semestre, contra 2,5% no mesmo período do ano anterior. Apesar disso, Powell negou que o ritmo mais lento seja sinal de fraqueza estrutural, lembrando que o mercado de trabalho continua aquecido, com baixa taxa de desemprego e boa oferta de vagas.
A atenção agora se volta para o relatório de empregos que será divulgado nesta sexta-feira. As dúvidas levantadas pelo discurso do presidente do Fed levantam preocupações sobre uma possível desaceleração na criação de postos de trabalho. Powell deixou claro que o comitê está preparado para ajustar os rumos da política monetária conforme os próximos dados econômicos.
Apesar da pressão do mercado e de vozes dentro do próprio governo para cortes nas taxas, o Fed reforçou seu compromisso com o combate à inflação, ainda que isso implique em um crescimento mais moderado no curto prazo. A decisão de manter os juros estáveis não foi consensual: dois membros do Comitê Federal de Mercado Aberto votaram por uma redução imediata, evidenciando uma divisão interna sobre os próximos passos.
Powell concluiu reiterando que o banco central seguirá vigilante, pronto para agir caso os custos momentâneos, como os gerados por tarifas, se transformem em pressões inflacionárias persistentes, mantendo o equilíbrio entre preços estáveis e um mercado de trabalho saudável.
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