A General Motors (GM) registrou um prejuízo bilionário no segundo trimestre de 2025 causado diretamente pelas tarifas de importação impostas pelo governo Trump. Segundo o balanço divulgado, a montadora teve um impacto tarifário de US$ 1,1 bilhão nos últimos três meses, e o número pode chegar a até US$ 5 bilhões no ano se o cenário continuar.
Essas tarifas aumentaram os custos de produção, principalmente por encarecerem peças e componentes importados. Cerca de US$ 800 milhões do impacto vieram de materiais mais caros, enquanto os US$ 300 milhões restantes foram consequência de adaptações operacionais, regulatórias e logísticas. O resultado foi uma queda de 34% no lucro líquido, que caiu de US$ 2,9 bilhões para US$ 1,9 bilhão em relação ao mesmo período de 2024. A margem de lucro também encolheu, de 9% para 6,1%.
Mesmo com esse baque, a GM ainda não repassou esses custos diretamente ao consumidor, mas isso deve mudar em breve. Porém, com a margem de lucro cada vez mais apertada, a conta vai inevitavelmente chegar para o consumidor. Em outras palavras: os preços dos carros devem subir nos próximos meses, com menos descontos e menos promoções.
Para tentar se proteger, a montadora está investindo US$ 4 bilhões em fábricas nos EUA, na tentativa de reduzir a dependência de importações e das tarifas. Também passou a focar na venda de modelos mais lucrativos, ajustar preços em alguns segmentos e cortar custos internamente.
A GM não é a única no aperto. Outras montadoras, como a Stellantis (dona da Jeep, Ram e Fiat), também registraram prejuízos com as tarifas, com perdas de mais de US$ 350 milhões no semestre. E o problema vai além do setor automotivo: as tarifas implementadas por Trump já custaram mais de US$ 82 bilhões para empresas americanas, afetando não apenas multinacionais, mas também empresas médias e consumidores.

Estudos mostram que quase todo esse custo foi bancado pelas empresas americanas, e não pelos exportadores estrangeiros, como o governo previa. Mas, com a pressão aumentando, os próximos a sentir no bolso serão os consumidores americanos, que devem pagar mais caro por carros, eletrônicos e diversos produtos importados.
A política tarifária dos EUA já está gerando efeitos visíveis sobre os lucros das grandes empresas, e está chegando à porta dos consumidores. A General Motors é só um exemplo de como a guerra comercial pode afetar diretamente o seu bolso, mesmo sem você perceber. Prepare-se: o carro novo pode custar bem mais do que você imagina nos próximos meses.
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