O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu ligeiramente na semana encerrada em 22 de março, indicando resiliência no mercado de trabalho, apesar das incertezas provocadas por cortes de gastos e tarifas comerciais promovidos pela administração do presidente Donald Trump.
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais de auxílio caíram em 1.000, totalizando 224.000 solicitações, já com ajuste sazonal. A expectativa do mercado, segundo analistas consultados pela Reuters, era de 225.000.
O governo também atualizou os fatores sazonais utilizados nas séries históricas de 2020 a 2024, com novos modelos aplicados para os dados de 2025.
Apesar da moderação nas contratações, o mercado de trabalho ainda demonstra solidez graças ao baixo volume de demissões — fator que tem sustentado a expansão econômica. No entanto, especialistas alertam que a política econômica mais agressiva de Trump, baseada em tarifas comerciais pesadas e redução da máquina pública, pode ter efeitos retardados sobre o desemprego.
Um sinal disso é o aumento de pedidos na região metropolitana de Washington D.C., abrangendo partes de Maryland e Virgínia. Esse movimento estaria relacionado a demissões de contratados e profissionais ligados ao setor público, especialmente após cortes promovidos pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado pelo bilionário Elon Musk.
De acordo com o relatório, o número de pessoas recebendo o benefício após a primeira semana, conhecido como pedidos contínuos, caiu 25.000, para 1,856 milhão, também com ajuste sazonal. Esse dado é importante pois cobre o período da pesquisa que calcula a taxa oficial de desemprego de março.
Com base nos dados recentes e em uma melhora leve na confiança do consumidor, medida pelo Conference Board, analistas esperam que a taxa de desemprego se mantenha estável em 4,1% neste mês.
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