Líderes dos EUA e França discordam sobre abordagem para um cessar-fogo com a Rússia, enquanto Trump busca acordo econômico com a Ucrânia para recuperar gastos dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente francês, Emmanuel Macron, demonstraram diferenças claras em suas abordagens para a guerra na Ucrânia, destacando uma divisão entre os EUA e a Europa sobre um possível acordo de paz com a Rússia.
Durante o encontro realizado na segunda-feira, Macron enfatizou que a Rússia é a agressora no conflito, enquanto Trump evitou condenar diretamente o presidente russo Vladimir Putin, preferindo pressionar pela rápida negociação de um cessar-fogo. Trump afirmou que poderia até viajar a Moscou para se encontrar com Putin assim que um acordo fosse fechado. Já Macron defendeu uma abordagem mais cautelosa, destacando que qualquer negociação deve incluir garantias de segurança para a Ucrânia.
Apesar das diferenças, os dois líderes concordaram com o envio de forças europeias de manutenção da paz assim que um tratado for firmado. Segundo Macron, essas tropas não estariam nas linhas de frente, mas atuariam para garantir que os termos do acordo fossem respeitados. Trump afirmou que Putin aceitaria essa presença, o que o presidente francês considerou um avanço.
Outro ponto polêmico foi a intenção de Trump de recuperar parte dos gastos dos EUA na guerra por meio de um acordo econômico com a Ucrânia. O presidente norte-americano revelou que está negociando um compartilhamento de receitas de minerais estratégicos com Kiev para compensar o apoio militar fornecido pelos EUA. No entanto, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy rejeitou a exigência de US$ 500 bilhões em riquezas minerais, argumentando que os EUA não ofereceram nem perto dessa quantia em ajuda e não garantiram um compromisso concreto de segurança.
Macron, que busca reforçar a unidade europeia diante das negociações diretas de Trump, aproveitou a reunião para corrigir o líder norte-americano sobre a natureza da ajuda europeia à Ucrânia Enquanto Trump insistia que os países da UE fornecem apoio apenas na forma de empréstimos, Macron destacou que boa parte da assistência é oferecida em doações diretas.
A visita de Macron marca o início de um esforço diplomático europeu para lidar com as mudanças na política externa de Trump. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também deve se reunir com Trump ainda nesta semana, em meio a preocupações de que a nova abordagem dos EUA possa enfraquecer o apoio ocidental à Ucrânia e beneficiar Moscou.
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