O dólar e as principais moedas globais encerraram a semana estáveis, à medida que investidores avaliam o impacto das tarifas recíprocas de Washington, que, embora anunciadas, não serão aplicadas de imediato. Paralelamente, um relatório de preços ao produtor (PPI) dos EUA trouxe alívio às preocupações inflacionárias.
O presidente Donald Trump instruiu sua equipe econômica a formular tarifas para países que taxam importações dos EUA. Segundo a Casa Branca, as medidas podem entrar em vigor em algumas semanas, dependendo da análise das relações comerciais. O adiamento trouxe um respiro ao mercado, mantendo expectativas de negociação. "Ainda há incertezas, mas o fato de que novas tarifas não serão aplicadas antes de abril trouxe alívio", afirmou Ray Attrill, do National Australia Bank.
Mesmo diante da incerteza comercial, o dólar caiu para 107,25 – seu menor nível desde 27 de janeiro. O relatório do PPI superou as previsões, mas indicou que a inflação do núcleo do PCE, métrica preferida do Fed, pode ser mais branda do que o esperado.
Carol Kong, do Commonwealth Bank of Australia, destacou que, apesar do PPI positivo, os preços ao consumidor seguem pressionados, podendo manter o PCE acima da meta de 2% do Fed. Nos mercados futuros, traders precificam cortes de juros de 33 pontos-base para 2024, acima dos 29 pontos previstos antes dos dados de quinta-feira.
O índice do dólar permaneceu estável em 107,07, enquanto o iene se recuperou para 152,64 após tocar 154,80. O euro alcançou US$ 1,0469, mas recuou para US$ 1,0461, impulsionado pelo otimismo em torno de possíveis negociações de paz entre Ucrânia e Rússia.
A libra esterlina atingiu US$ 1,257, seu maior valor desde janeiro, antes de recuar para US$ 1,256 (-0,07%), impulsionada por um crescimento econômico inesperado do Reino Unido. Já o dólar canadense manteve-se próximo da máxima de dois meses em C$ 1,4184, sustentado pela queda nos rendimentos dos Treasuries norte-americanos.
Com tarifas no horizonte, inflação em foco e tensões geopolíticas em andamento, a volatilidade deve continuar influenciando os mercados nos próximos dias.
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