As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta terça-feira em baixa, após atingirem recentemente os maiores níveis em quase quatro anos. A realização de lucros predominou entre os investidores, que demonstraram cautela diante da agenda de balanços corporativos globais e da aproximação do prazo final para a imposição de tarifas comerciais pelos EUA.
O índice MSCI Ásia-Pacífico recuou 0,4%, após ter alcançado seu maior patamar desde outubro de 2021. No Japão, as ações reabriram em alta após o feriado e as eleições, mas encerraram em queda de 0,27%, pressionadas por perdas em montadoras e empresas de cosméticos. Setores como bancos, chips e exportadoras tiveram desempenho mais positivo, com destaque para SoftBank e Mitsubishi Heavy. Em outros mercados: Xangai subiu 0,35%, Hong Kong avançou 0,19%, Austrália ficou praticamente estável (+0,03%) e Nova Zelândia recuou 1,1%. O sentimento geral foi de espera, diante das incertezas sobre as tarifas dos EUA, que podem entrar em vigor em 1º de agosto.
Na Europa, o dia começou em queda. Os principais índices recuam em meio ao impasse comercial com os EUA e à repercussão dos balanços trimestrais. O FTSE 100 (Londres) cai cerca de 0,3%, o CAC 40 (Paris) perde 0,3%, o DAX (Frankfurt) recua 1,08% e o EuroStoxx 50, 0,58%. Os setores de tecnologia e químico lideram as perdas. A tensão aumentou após Washington anunciar tarifas de até 30% sobre importações da União Europeia, intensificando discussões sobre retaliações por parte do bloco.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em leve baixa após uma sessão de recordes impulsionada por big techs. No pré-mercado desta terça, o Dow Jones futuro recua 0,29%, o Nasdaq 100 perde 0,17% e o S&P 500 cai 0,13%. Investidores seguem atentos à temporada de balanços. A General Motors e a Coca-Cola divulgaram resultados acima do esperado, mas recuam no pré-market por perspectivas mais cautelosas. Alphabet e Tesla também divulgam seus números hoje e devem ditar o ritmo do pregão.
No campo político, cresce a tensão sobre o Federal Reserve. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, sugeriu mudanças na estrutura do banco central, enquanto a Casa Branca pressiona por aceitação internacional das novas tarifas. A combinação entre incertezas políticas, pressão sobre o Fed e temor de guerra comercial reforça o tom de cautela nos mercados globais.
Wall Street EUA : Do crescimento forte ao esfriamento gradual da economia americana
Brasil Alpha Brasil 2025: crescimento perde fôlego, mas Bolsa, câmbio e inflação surpreendem positivamente
Brasil Alpha Ibovespa Busca Recordes Enquanto Decisão do Fed Anima Investidores
Investimentos Tesouro Direto, FIIs ou Ações com Selic a 15%: Uma Reflexão Sobre Risco, Retorno e a Natureza das Escolhas Financeiras
Ações A Dicotomia dos Mercados: Otimismo em Wall Street e Instabilidade no Horizonte
Ações Brasil 2025: Juros Altos, Bolsa em Alta e FIIs em Evidência
Mapa da Macro Criptomoedas: recordes históricos, crash em outubro e o que espera para o 1º trimestre de 2026
Cláudia Lívia Ibovespa Busca Recordes Enquanto Decisão do Fed Anima Investidores
Vitor Ferreira CNPI Como Calcular a Rentabilidade Líquida de um CDB (com IR)
Igor Silva Ações EUA caem após resultados mistos; tecnologia e semicondutores recuam, petróleo dispara e Bitcoin reage em meio à espera pelo CPI dos EUA