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Bolsas Globais Reagem a Tarifas dos EUA com Quedas na Europa e Pressão no Pré-Market Americano

Tensões comerciais impulsionam cautela nos mercados, enquanto dados da China e agenda econômica nos EUA ajudam a conter pessimismo

14/07/2025 07h31 Atualizada há 8 meses
Por: Redação
Bolsas Globais Reagem a Tarifas dos EUA com Quedas na Europa e Pressão no Pré-Market Americano

Nesta segunda-feira, os mercados globais iniciaram a semana com sinais mistos, influenciados pela nova rodada de tensões comerciais gerada pelo governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump anunciou tarifas de 30% sobre produtos da União Europeia e do México, com início previsto para 1º de agosto, além de ameaças tarifárias contra Japão, Coreia do Sul e Brasil. O movimento provocou reações negativas nos mercados asiáticos e pressionou a abertura na Europa e os futuros em Wall Street.

Na Ásia, o pregão foi marcado por cautela, com resultados variados entre as bolsas. Japão e Taiwan fecharam em queda, enquanto China continental, Hong Kong e Coreia do Sul conseguiram encerrar o dia em alta moderada. A surpresa positiva ficou por conta das exportações chinesas, que subiram 5,8% em junho frente ao ano anterior, superando as expectativas e limitando perdas mais amplas. Já a bolsa da Austrália caiu pela segunda sessão seguida, refletindo o ambiente global mais tenso.

A Europa iniciou o dia em queda generalizada, com os principais índices recuando entre 0,3% e 0,7%. O setor automotivo e empresas exportadoras lideraram as perdas, diante do risco de impacto direto nas cadeias produtivas. A União Europeia afirmou que buscará diálogo com os EUA, mas deixou claro que está pronta para responder com medidas proporcionais se não houver recuo até o prazo estipulado. O tom defensivo do bloco reforça o sentimento de aversão ao risco no continente.

Nos Estados Unidos, o pré-market também operava no vermelho, com os futuros dos principais índices recuando cerca de 0,2%. O mercado repercute não apenas o impacto potencial das tarifas nas margens corporativas, mas também o efeito inflacionário de repasse de custos ao consumidor. Além disso, investidores se preparam para uma semana decisiva, com divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), dados de vendas no varejo e o início da temporada de balanços do segundo trimestre, que deve trazer mais volatilidade aos mercados.

O ouro, por sua vez, avançou para o maior nível em três semanas, refletindo a busca por proteção em meio à instabilidade geopolítica e comercial. A tendência para os próximos dias é de oscilações frequentes, com os mercados globais equilibrando os riscos externos com os dados econômicos e as expectativas sobre política monetária.

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