Os mercados financeiros internacionais enfrentam uma sexta-feira marcada por incertezas, após o anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a imposição de tarifas adicionais sobre importações do Canadá e de potenciais sanções comerciais sobre a União Europeia. A medida reacende temores de uma nova escalada protecionista às vésperas da temporada de balanços do segundo trimestre.
As principais bolsas da Ásia encerraram a semana de forma mista. O índice MSCI Ásia-Pacífico, excluindo Japão, registrou leve alta semanal de 0,2%, encerrando o pregão desta sexta praticamente estável. O Nikkei 225, de Tóquio, oscilou ao longo do dia e terminou com variação marginal, refletindo a expectativa dos investidores em relação às sanções comerciais anunciadas por Washington.
Na China, a cautela predominou. Investidores seguem atentos à fraqueza da demanda doméstica e à trajetória do iuan, enquanto Hong Kong teve leve avanço impulsionado por ações do setor de tecnologia. Os mercados chineses, embora pressionados, encontraram suporte no avanço dos preços do ouro, que subiram 0,3% nesta sessão, reforçando seu papel como ativo de proteção em tempos de turbulência.
A abertura dos mercados europeus refletiu diretamente o impacto do anúncio tarifário dos EUA. O índice de futuros EUROSTOXX 50 caiu cerca de 0,6%, sinalizando um dia de perdas generalizadas. Setores mais sensíveis ao comércio exterior, como o automotivo e o de matérias-primas, lideraram as baixas.
Além disso, o euro operava em queda de aproximadamente 0,3%, sendo negociado a US$ 1,1668, diante do fortalecimento do dólar após a ofensiva protecionista. A possibilidade de a Europa ser o próximo alvo de tarifas adicionais aumentou o clima de aversão ao risco no continente, em meio a dados econômicos ainda frágeis e inflação persistentemente acima da meta em algumas economias da zona do euro.
Os índices futuros das bolsas de Nova York apontavam para uma abertura em queda, com os futuros do S&P 500 e do Nasdaq recuando cerca de 0,4%. A notícia da imposição de tarifas de 35% sobre importações canadenses e o risco de novas sanções contra a União Europeia afetaram diretamente o humor dos investidores, ofuscando os recordes recentes impulsionados por empresas de tecnologia, em especial a Nvidia, cuja capitalização ultrapassou US$ 4 trilhões.
O dólar americano se fortaleceu no mercado internacional, com destaque para a valorização de 0,4% frente ao dólar canadense (C$1,3704), após a inclusão de novos produtos nas listas tarifárias — especialmente automóveis, grãos e metais industriais como o cobre, que agora enfrenta tarifa de 50%.
Wall Street EUA : Do crescimento forte ao esfriamento gradual da economia americana
Brasil Alpha Brasil 2025: crescimento perde fôlego, mas Bolsa, câmbio e inflação surpreendem positivamente
Brasil Alpha Ibovespa Busca Recordes Enquanto Decisão do Fed Anima Investidores
Investimentos Tesouro Direto, FIIs ou Ações com Selic a 15%: Uma Reflexão Sobre Risco, Retorno e a Natureza das Escolhas Financeiras
Ações A Dicotomia dos Mercados: Otimismo em Wall Street e Instabilidade no Horizonte
Ações Brasil 2025: Juros Altos, Bolsa em Alta e FIIs em Evidência
Mapa da Macro Criptomoedas: recordes históricos, crash em outubro e o que espera para o 1º trimestre de 2026
Cláudia Lívia Ibovespa Busca Recordes Enquanto Decisão do Fed Anima Investidores
Vitor Ferreira CNPI Como Calcular a Rentabilidade Líquida de um CDB (com IR)
Igor Silva Ações EUA caem após resultados mistos; tecnologia e semicondutores recuam, petróleo dispara e Bitcoin reage em meio à espera pelo CPI dos EUA