Os mercados asiáticos encerraram a sessão desta segunda-feira (7) em queda, refletindo o clima de aversão ao risco diante do impasse nas negociações comerciais dos Estados Unidos com seus principais parceiros. A expectativa em torno do fim da trégua tarifária — que vence ainda esta semana — tem mantido os investidores em compasso de espera, reduzindo o apetite por ativos de risco.
Na China, o índice de Xangai recuou, acompanhando o desempenho fraco de ações ligadas à exportação e tecnologia. O iene japonês teve leve valorização frente ao dólar, enquanto Tóquio fechou no vermelho, com destaque para papéis industriais e financeiros. O setor de commodities também foi pressionado, com o petróleo devolvendo parte dos ganhos recentes após sinais de aumento na produção pela OPEP+.
Na Europa, os mercados operam mistos nesta manhã, acompanhando de perto os desdobramentos da política comercial dos EUA. A cautela domina, especialmente após o presidente Donald Trump afirmar que pode enviar novas notificações tarifárias a países que não formalizarem acordos bilaterais. Setores cíclicos, como automotivo e luxo, registram queda, enquanto ações de energia mantêm leve alta, acompanhando o desempenho global do petróleo.
Já o pré-market americano aponta para uma abertura em leve baixa. Os futuros de Nasdaq e S&P 500 recuam modestamente, pressionados pela elevação dos rendimentos dos Treasuries e pelo fortalecimento recente do dólar. A semana começa com foco no cenário fiscal dos EUA e nas movimentações de Trump sobre comércio exterior, além de expectativa por novos dados econômicos no decorrer dos próximos dias.
O ambiente continua frágil. Caso o prazo do dia 9 de julho passe sem novas medidas tarifárias, analistas acreditam que o alívio momentâneo pode sustentar o recente rali dos mercados globais. Por outro lado, qualquer sinal de escalada nas tensões pode devolver volatilidade e reverter os ganhos recentes.
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