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Mercados globais operam com cautela antes do payroll dos EUA e fim da trégua tarifária

Ásia fecha mista, Europa avança com impulso comercial, e futuros americanos operam estáveis à espera do relatório de empregos e definição sobre juros

03/07/2025 08h32 Atualizada há 8 meses
Por: Redação
Mercados globais operam com cautela antes do payroll dos EUA e fim da trégua tarifária

Os mercados globais iniciaram esta quinta-feira (3) sob um clima de prudência, com os investidores à espera do relatório de empregos dos Estados Unidos (payroll), que será divulgado ainda hoje. A expectativa é de um crescimento de 110 mil vagas em junho, com a taxa de desemprego subindo para 4,3%, segundo projeção da Reuters. Os dados são vistos como determinantes para calibrar as apostas sobre um possível corte de juros pelo Federal Reserve já em julho — atualmente estimado com 25% de chance.

Na Ásia, o pregão foi de leve baixa. As bolsas da região perderam força após a frustração com os dados fracos do mercado de trabalho privado americano (ADP), divulgados na véspera, e diante da tensão renovada com o prazo de 9 de julho, data-limite imposta por Donald Trump para que países fechem acordos comerciais com os EUA. Apesar do anúncio de um acordo com o Vietnã, o pacote prevê tarifas de até 40%, o que gerou dúvidas sobre o real impacto para o comércio global. O índice MSCI Asia ex-Japão caiu 0,1%, com destaque para perdas no Japão e Coreia do Sul.

Na Europa, os mercados abriram em alta moderada, acompanhando o tom mais construtivo do noticiário comercial e dados corporativos mais positivos. O setor de energia renovável continua em foco após o avanço de um projeto fiscal mais favorável nos EUA, enquanto setores como luxo e bancos também sustentam o desempenho. Investidores seguem atentos a possíveis avanços em negociações entre Estados Unidos e União Europeia, com reuniões previstas para esta semana em Washington.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices operam estáveis, com S&P 500 e Nasdaq futuros em leve alta. A cautela é visível nos movimentos do mercado de Treasuries, com o rendimento de 10 anos oscilando em torno de 4,25%, e no dólar, que segue pressionado perto de mínimas plurianuais.

O índice DXY se mantém abaixo de 97,00, refletindo as incertezas fiscais e a leitura moderada do Fed sobre a economia. O ouro continua em alta, cotado acima de US$ 3.360 por onça, enquanto o petróleo WTI gira em torno de US$ 65,40.

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