Os mercados globais iniciaram a semana em alta, apoiados pela retomada do diálogo comercial entre Estados Unidos e Canadá. O governo canadense suspendeu, de última hora, um imposto sobre serviços digitais voltado a empresas americanas de tecnologia, medida que abriu espaço para a reativação das negociações bilaterais. Com isso, o presidente Donald Trump estendeu o prazo para um possível acordo com Ottawa até 21 de julho, embora tenha mantido o dia 9 como limite para outros parceiros.
No câmbio, o dólar seguiu pressionado e acumula queda de 10,5% no primeiro semestre de 2025, o pior desempenho desde a adoção do sistema de câmbio flutuante em 1973. O índice DXY recuou para 97,06 pontos, enquanto o euro avançou para US$ 1,147. A fraqueza da moeda reflete expectativas crescentes de cortes nas taxas de juros por parte do Federal Reserve, além das incertezas fiscais com o avanço de um pacote de estímulos que pode elevar a dívida pública em US$ 3,3 trilhões na próxima década.
Em Wall Street, os principais índices subiram levemente, sustentados por ganhos no setor financeiro. O S&P 500 e a Nasdaq renovaram suas máximas históricas. Já os investidores voltam suas atenções para os dados do mercado de trabalho americano, com destaque para o payroll que será divulgado na quinta-feira, em semana encurtada pelo feriado da Independência. O rendimento dos Treasuries de 10 anos caiu para 4,275%, enquanto o petróleo também recuou: o WTI fechou em US$ 64,89 e o Brent em US$ 67,55 por barril.
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