Os mercados asiáticos fecharam a segunda-feira (30), em alta, liderados por Japão e China, impulsionados pela recuperação do apetite por risco e pela retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e Canadá. O desempenho positivo da Ásia influencia a expectativa para a abertura das bolsas europeias, que devem iniciar o dia em leve alta, e também fortalece os índices futuros americanos, que operam no campo positivo no pré-mercado.
Na Ásia, a tecnologia japonesa e a diplomacia comercial ditaram o ritmo. O Nikkei 225 subiu cerca de 0,6%, impulsionado pela fraqueza do iene e pela performance sólida de grandes exportadoras de tecnologia. O mercado japonês ganhou força com a percepção de que o ciclo monetário local seguirá expansionista.
Na China, o índice Shanghai Composite avançou 0,5%, mesmo diante da fraqueza nos dados industriais. Investidores apostam que o governo intensificará estímulos para sustentar o crescimento no segundo semestre. A Coreia do Sul também fechou em alta, beneficiada pela retomada do diálogo entre Washington e Ottawa, o que aliviou tensões em cadeias produtivas regionais. Já Hong Kong e Taiwan ficaram no campo negativo, pressionadas por incertezas sobre regulação e desempenho do setor imobiliário.
Na Europa, o clima é de expectativa cautelosamente otimista. O índice pan-europeu STOXX 600 sobe 0,2% na abertura, com destaque para os setores industrial, automotivo e de defesa — segmentos que se beneficiam diretamente da perspectiva de redução de barreiras comerciais. O mercado aguarda ainda os dados de inflação da Alemanha e da Itália, que devem balizar as próximas decisões do BCE.
Nos Estados Unidos, o pré-mercado também aponta para alta. Futuros do S&P 500 e do Nasdaq sobem 0,4%, acompanhando o movimento global. O dólar opera em queda frente às principais moedas, refletindo a expectativa de que o Federal Reserve possa cortar os juros ainda no terceiro trimestre. O rendimento dos Treasuries se mantém estável, com os investidores ponderando o impacto das novas propostas fiscais em discussão no Congresso.
A visão global dos investidores para o Brasil também continua favorável, à medida que o país se consolida como destino de capital internacional, graças aos seus múltiplos ainda descontados e ao fortalecimento da governança fiscal. O Ibovespa, que já acumula mais de 16% de valorização em 2025, permanece no radar de grandes gestores globais em busca de assimetrias nos mercados emergentes.
O pano de fundo desta segunda-feira é claro: menos tensão geopolítica, mais fluxo internacional e expectativas renovadas de estímulos monetários. Com esse cenário, os mercados iniciam a semana sob a lógica da reprecificação do risco — e investidores atentos sabem que é em movimentos como este que se constroem as grandes posições estratégicas.
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