Os mercados americanos encerraram a sessão desta quinta-feira (26) em firme alta, com os investidores reagindo positivamente a dados econômicos robustos e ao alívio recente nas tensões geopolíticas. O Dow Jones subiu 0,74%, aos 43.302 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,66%, para 6.132 pontos. O Nasdaq Composite, sustentado por ações de tecnologia e semicondutores, ganhou 0,73% e fechou em 20.118 pontos, renovando sua máxima histórica.
O movimento foi ancorado por uma nova queda nos pedidos semanais de auxílio-desemprego, que indicaram resiliência no mercado de trabalho dos EUA, mesmo em um ambiente de juros elevados. Paralelamente, resultados corporativos positivos de grandes companhias aumentaram a confiança de que a atividade econômica segue saudável — o que dá margem para o Federal Reserve iniciar cortes de juros a partir do outono, caso o cenário inflacionário continue sob controle.
Outro fator de suporte foi a trégua entre Irã e Israel, que reduziu o prêmio de risco geopolítico e impulsionou o apetite global por ativos cíclicos. O dólar cedeu frente às principais moedas e o petróleo permaneceu estável, reforçando a percepção de estabilidade no curto prazo. O mercado também reagiu às declarações recentes de Jerome Powell, que sugeriu que, se não fossem os efeitos residuais das tarifas impostas pelo governo Trump, o Fed já poderia estar flexibilizando sua política monetária.
Em paralelo, cresce a especulação política sobre uma eventual substituição de Powell na presidência do banco central, alimentada por críticas públicas do presidente Donald Trump e uma lista de possíveis indicados já em circulação, segundo o Wall Street Journal. Esse componente político adiciona ruído ao cenário monetário, mas por ora não altera a tendência dos preços dos ativos, que seguem sensíveis aos dados macro e às decisões do FOMC.
A sessão de hoje reforça o tom de moderação e expectativa que deve dominar os próximos dias, à medida que os investidores monitoram a inflação, o crescimento e o posicionamento dos principais bancos centrais globais — em especial com a proximidade do prazo de 9 de julho, que pode definir a continuidade ou suspensão de tarifas comerciais entre EUA e parceiros estratégicos.
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