A quinta-feira (26) começa sob forte influência de vetores globais e pressões domésticas que desafiam a retomada do apetite por risco. O Ibovespa, que ontem recuou 1,02% aos 135.767 pontos, sente o peso da queda no minério de ferro e no petróleo, enquanto o dólar rompe os R$ 5,55, refletindo a combinação entre fuga de capital estrangeiro e percepção de risco fiscal crescente.
A desvalorização das commodities impacta diretamente gigantes como Vale e Petrobras, derrubando o setor de materiais básicos e energia — dois pilares da bolsa brasileira. A pressão se acentua com o enfraquecimento da demanda global, sobretudo da China, e a sinalização de que os Estados Unidos devem manter juros altos por mais tempo. Com isso, o fluxo global volta a buscar segurança em dólar e títulos americanos, drenando recursos de mercados emergentes.
Internamente, apesar da manutenção da Selic em 15%, o comunicado do Copom sinalizou que o ciclo de aperto chegou ao fim. A postura mais neutra do Banco Central foi bem recebida, mas insuficiente para reverter o clima de prudência, sobretudo diante de um cenário fiscal ainda indefinido. A dívida pública já se aproxima de 76% do PIB e o déficit primário segue acima da meta, aumentando a percepção de fragilidade institucional.
No radar de hoje, o mercado acompanha de perto os pedidos semanais de auxílio-desemprego e os dados de bens duráveis nos EUA, que servirão como termômetro da atividade americana e da sensibilidade do Fed em manter sua política restritiva. O resultado desses indicadores pode impactar diretamente o fluxo cambial, os juros futuros e os ativos de risco no Brasil.
Além disso, a tensão comercial latente com os EUA, que avalia novas tarifas sobre produtos brasileiros, e a lentidão em acordos multilaterais continuam limitando as perspectivas para exportadores. O agronegócio, embora resiliente, também enfrenta pressão com os custos elevados de insumos e a dependência de uma safra robusta para sustentar a balança comercial.
A fotografia do dia é de um mercado em modo defensivo, calibrando posições entre a política fiscal doméstica frágil, a desaceleração global e a ausência de gatilhos positivos no curto prazo. Para o investidor brasileiro, a prudência continua sendo a tônica.
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