O mercado financeiro brasileiro encerrou a terça-feira (24) em alta, refletindo o ambiente externo mais estável e a perspectiva doméstica favorável em relação à política monetária. O Ibovespa avançou 0,45%, aos 137.164 pontos, mantendo a trajetória de recuperação que já acumula alta superior a 14% em 2025.
O grande fator de alívio veio do exterior. O cessar-fogo anunciado entre Israel e Irã reduziu o risco geopolítico global, trazendo de volta o apetite por ativos de risco. Com a menor tensão internacional, investidores retomaram posições em ações, favorecendo o movimento de alta da bolsa brasileira, ainda que algumas commodities tenham mostrado volatilidade.
No cenário interno, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a sinalização de que o ciclo de alta dos juros está encerrado, mesmo em meio à cautela fiscal. Esse posicionamento beneficiou principalmente setores mais sensíveis ao custo do crédito, como varejo e turismo. A CVC, por exemplo, se destacou com forte valorização, impulsionada também pelo câmbio favorável à atividade de turismo.
Entre as blue chips, Itaú Unibanco subiu 1,89% e Itaúsa ganhou 1,97%. Vale fechou praticamente estável, com leve alta de 0,06%, enquanto Petrobras recuou cerca de 1,9%, acompanhando as movimentações do petróleo no mercado internacional.
O dólar comercial encerrou o dia em R$ 5,5179, com leve alta de 0,29%, acompanhando o comportamento global da moeda americana, que seguiu firme diante de ajustes de posições em mercados emergentes, mesmo em meio ao alívio no risco internacional.
Com esse pano de fundo, o mercado brasileiro segue refletindo o equilíbrio delicado entre o avanço global, a estabilidade da política monetária interna e o monitoramento atento dos próximos capítulos da cena fiscal e externa.
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