O mercado financeiro norte-americano encerrou a sessão desta terça-feira (24) com fortes ganhos em seus principais índices, refletindo um alinhamento favorável de fatores geopolíticos, macroeconômicos e setoriais.
O S&P 500 subiu 1,1%, encerrando o dia aos 6.092 pontos, muito próximo do recorde histórico. O Nasdaq-100 avançou cerca de 1,4%, renovando sua máxima histórica, enquanto o Dow Jones saltou mais de 500 pontos, encerrando aos 43.089. O movimento positivo foi consistente e liderado por grandes nomes da tecnologia e dos semicondutores.
O gatilho central do dia foi o anúncio de cessar-fogo entre Israel e Irã, que trouxe alívio imediato às tensões no Oriente Médio. Com o risco de escalada militar temporariamente neutralizado, a pressão sobre os preços de energia cedeu rapidamente. O petróleo WTI desabou quase 6% no pregão, acumulando cerca de 15% de queda nos últimos dias, com o barril girando na casa dos 64 dólares.
A queda abrupta do petróleo teve efeito direto na percepção inflacionária global. Com a pressão de preços menor, cresceu a leitura de que o Federal Reserve pode manter a porta aberta para eventuais cortes de juros ainda em 2025, caso a inflação siga perdendo força. Essa expectativa contribuiu para a queda dos rendimentos dos Treasuries, com o título de 10 anos recuando para perto de 4,3%, e reduziu ainda mais a volatilidade, com o VIX abaixo da média histórica.
Dentro dos setores, o destaque absoluto ficou com a tecnologia. A Nvidia avançou 2,6%, a AMD saltou 6%, Broadcom ganhou 4% e Intel subiu 6%, em meio ao otimismo contínuo com a demanda por chips e soluções de inteligência artificial. Microsoft, Amazon, Meta e Alphabet também registraram desempenhos sólidos, consolidando o avanço do Nasdaq. Apple e Tesla, no entanto, tiveram leves ajustes negativos.
No pano de fundo, além do alívio geopolítico e da queda do petróleo, também pesou positivamente a expectativa de avanços em negociações comerciais, com a aproximação de prazos importantes nas próximas semanas.
O mercado americano encerra o dia, portanto, sob a força combinada de menor risco global, descompressão inflacionária e liderança robusta do setor tecnológico, alimentando a confiança dos investidores na reta final do semestre.
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