O pré-market brasileiro começa com otimismo contido, sustentado por três pontos principais: a manutenção da Selic, o desempenho recente do Ibovespa e o cenário macroeconômico interno, agora também influenciado pelas recentes ações fiscais do governo.
O mercado chega à pré-abertura com clima positivo, após o Ibovespa fechar em 139.256 pontos, alta de 1,49%, impulsionado por Petrobras e Embraer, beneficiadas pela alta do petróleo e o interesse em exportadoras. Os contratos futuros indicam abertura próxima dos 139.500 pontos, mantendo o índice no entorno de suas máximas históricas.
No campo interno, o Relatório Focus mostrou melhora nas projeções: o PIB para 2025 foi revisado para cerca de 2,20%, enquanto a inflação foi estimada em 5,25%, ainda dentro da meta. A Selic permanece ancorada em 14,75% até o fim do ano, reforçando o panorama de estabilidade monetária.
A agenda fiscal trouxe influência adicional: o governo propôs elevação do imposto de renda sobre Juros Sobre Capital Próprio (JCP) de 15% para 20%, e unificação da tributação de investimentos em 17,5%, visando reforço das contas públicas. Estimativas apontam aumento de cerca de R$ 10,5 bilhões na arrecadação ainda este ano e até R$ 20 bilhões em 2026, enquanto o governo mantém o objetivo de zerar o déficit primário em 2025. Essas medidas contribuíram para reduzir a volatilidade doméstica, ao sinalizar compromisso com o ajuste fiscal.
Do ponto de vista cambial, o dólar opera na faixa de R$ 5,48, com projeções para 2025 reduzidas de R$ 5,80 para R$ 5,77, refletindo otimismo frente à valorização do real e à percepção de um ambiente fiscal mais equilibrado.
Em suma, o pré-market reflete confiança: fundamentos domésticos consistentes, perspectivas de crescimento moderado e inflação controlada são reforçados por ações fiscais recentes, enquanto o real se fortalece. O Ibovespa está pronto para iniciar o dia bem ancorado em bases sólidas.
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