As bolsas de Nova York encerraram a segunda-feira em alta, apoiadas pelo recuo dos preços do petróleo e pelo arrefecimento parcial das preocupações inflacionárias.
Apesar da continuidade dos ataques entre Israel e Irã, a produção e exportação de petróleo seguiram inalteradas, reduzindo o risco imediato de restrição na oferta global de energia.
O petróleo devolveu parte dos fortes ganhos registrados na sexta-feira, quando chegou a subir mais de 7% após o início dos bombardeios israelenses. Relatos de bastidores indicam que Teerã estaria buscando articulações diplomáticas por meio de intermediários regionais para pressionar os EUA em favor de um cessar-fogo, em troca de maior flexibilidade nas negociações nucleares. Oficialmente, no entanto, não há confirmação de trégua.
O mercado agora concentra as atenções na reunião do Federal Reserve, marcada para esta quarta-feira. A expectativa é de manutenção dos juros, com apostas majoritárias em cortes a partir de setembro. Segundo dados do LSEG, a probabilidade de redução de 25 pontos-base já alcança 61%.
Entre os destaques da semana, estão os dados de vendas no varejo, preços de importação e os números de pedidos semanais de auxílio-desemprego, que ajudarão a calibrar as projeções sobre o ritmo de crescimento da economia americana.
Nos setores, tecnologia e comunicação lideraram os ganhos no S&P 500, enquanto serviços públicos e energia apresentaram desempenho mais fraco. O índice de semicondutores da Filadélfia avançou, impulsionado pela alta expressiva das ações da AMD, que subiram após revisão de preço-alvo por analistas.
Entre os destaques corporativos, UPS e FedEx avançaram com o anúncio de uma parceria na nova operadora móvel Trump Mobile. Já a Sarepta Therapeutics recuou fortemente após registrar um segundo caso fatal em testes de sua terapia genética. A US Steel subiu após aprovação governamental para a venda de suas operações à japonesa Nippon Steel por US$ 14,9 bilhões.
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