Os mercados globais operam em forte queda nesta sexta-feira, em meio à escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que ampliaram a aversão ao risco e provocaram ajustes expressivos em diversos ativos.
A ofensiva militar sobre instalações nucleares e alvos estratégicos da região adiciona nova camada de incerteza ao cenário já pressionado por questões econômicas e comerciais.
As bolsas asiáticas encerraram o dia com queda superior a 1% nas principais praças de Japão, Coreia do Sul e Hong Kong.
Na Europa, o índice Euro Stoxx 600 recua 0,9%, tocando o menor nível em três semanas.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones perde 1,65%, o S&P 500 cai 0,86% e o Nasdaq recua 0,9%.
O petróleo dispara com o receio de restrições no fornecimento. O Brent sobe 7,25%, a US$ 74,39, e o WTI avança 7,57%, a US$ 73, registrando o maior salto diário desde 2022, quando a guerra na Ucrânia desencadeou forte volatilidade nas commodities energéticas.
O ouro, tradicional ativo de proteção, avança 1,4% e se aproxima do recorde histórico, cotado a US$ 3.432 por onça.
No câmbio, o dólar também ganha força com o movimento global de busca por segurança. O índice dólar sobe 0,5% para 98,16 pontos, recuperando boa parte das perdas anteriores.
O franco suíço chegou a tocar máximas em relação ao dólar, antes de recuar levemente para 0,811 por dólar. Já o iene japonês e o euro registram perdas de 0,37% e 0,3%, respectivamente.
Nos mercados de renda fixa, os rendimentos dos Treasuries de 10 anos dos EUA avançam 7,9 pontos-base, para 4,436%, após terem tocado mínima de um mês em 4,31% nos dias anteriores.
Na Europa, o rendimento dos títulos alemães de 10 anos recuou para o menor nível desde março, em 2,42%, antes de também apresentar leve alta.
No pano de fundo econômico, a pressão inflacionária nos EUA continua a se dissipar. Dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) divulgados ao longo da semana vieram abaixo do esperado, e as expectativas de inflação de um e cinco anos, medidas pela Universidade de Michigan, também mostraram recuo. Apesar disso, o mercado segue projetando manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve na próxima reunião.
O ambiente segue altamente volátil, com os desdobramentos no Oriente Médio sendo monitorados de perto pelos mercados e adicionando incerteza adicional ao cenário já sensível das economias globais.
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