Nesta segunda-feira (2), os mercados globais começaram a semana sob forte aversão ao risco. Na Ásia, investidores reagiram à nova escalada nas tensões comerciais entre EUA e China, após Donald Trump anunciar tarifas mais duras sobre aço e alumínio, reacendendo o temor de uma guerra comercial.
Com os mercados da China continental fechados pelo feriado do Festival do Barco-Dragão, a volatilidade se intensificou. O Nikkei 225 recuou 1,3%, o Hang Seng caiu 2,5% e o índice MSCI Ásia-Pacífico cedeu 0,8%, refletindo a fuga ao risco.
O pessimismo se espalhou pela Europa. O STOXX 600 abriu em queda de 0,5%, pressionado por perdas no setor automotivo. Stellantis caiu 3%, enquanto Mercedes, BMW e Volkswagen recuaram até 2%. Na Polônia, a vitória do nacionalista Karol Nawrocki elevou a tensão política e derrubou o índice WIG20 em 1,4%. O DAX alemão caiu 0,6%.
Nos EUA, o pré-mercado sinalizava mais cautela. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq 100 recuavam entre 0,47% e 0,71%. O foco dos investidores está no Payroll de maio, que pode indicar os próximos passos do Federal Reserve. Uma combinação de inflação controlada e desaceleração no emprego pode reforçar apostas em cortes de juros ainda este ano.
Entre as commodities, o petróleo subia após a OPEP+ anunciar aumento moderado na produção. O ouro também avançava, favorecido pela busca por proteção. No câmbio, o dólar perdia força frente ao euro e ao iene.
A virada do mês trouxe mais tensão que alívio. Entre tarifas, incertezas políticas e expectativas por dados econômicos, os investidores mantêm os olhos em Washington, Pequim e Frankfurt e a volatilidade promete marcar o ritmo da semana.
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