A Moody’s anunciou nesta sexta-feira (30) a revisão da perspectiva da nota de crédito do Brasil, rebaixando-a de “positiva” para “estável”. A decisão manteve o rating em Ba1, ainda abaixo do grau de investimento, e reflete um cenário de risco fiscal elevado, impulsionado por juros altos, rigidez orçamentária e dificuldades na implementação de reformas.
Segundo a agência, há um “enfraquecimento pronunciado” da capacidade do governo brasileiro de conter o avanço da dívida pública. A Selic em 14,75% ao ano, combinada à estrutura da dívida atrelada à inflação e ao câmbio, tende a manter a trajetória de endividamento em alta no curto prazo. A projeção da Moody’s é que os juros consumam 21% da receita do governo já em 2025, frente a 15% em 2023.
Mesmo reconhecendo o avanço das metas fiscais e o potencial de crescimento em setores como energia renovável, a agência destaca que a rigidez nas despesas limita a margem de reação do governo. Benefícios vinculados ao salário mínimo e outras amarras legais reduzem a flexibilidade fiscal necessária para enfrentar choques econômicos.
“A capacidade de estabilizar a dívida segue comprometida”, alertou a Moody’s, ressaltando que só uma mobilização política mais ampla poderá viabilizar as reformas estruturais exigidas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou que o governo busca reconquistar o grau de investimento, mas reconheceu que é preciso “mirar nos números certos do Orçamento”. A agência reforçou que avanços concretos em reformas como a desvinculação de gastos obrigatórios, podem abrir caminho para uma futura elevação da nota.
No entanto, o alerta é claro: se o esforço fiscal recuar ou o crescimento frustrar, o próximo movimento poderá ser um novo rebaixamento.
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