As bolsas asiáticas fecharam em queda nesta sexta-feira (30), refletindo o aumento da cautela nos mercados diante de uma reviravolta jurídica nos Estados Unidos sobre tarifas comerciais e da falta de avanços no diálogo entre Washington e Pequim. A combinação de fatores reacendeu temores de um novo capítulo nas disputas comerciais globais.
O índice Nikkei 225 liderou as perdas na região, caindo 1,22% e encerrando aos 37.965,10 pontos em Tóquio. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,20%, a 23.289,77 pontos, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, cedeu 0,84% e fechou em 2.697,67 pontos. Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,47%, a 3.347,49 pontos, e o Shenzhen Composto recuou 1,06%, aos 1.971,86 pontos. Em Taiwan, não houve pregão por conta de feriado.
O movimento de venda foi intensificado após a anulação, por uma corte de apelações dos EUA, da decisão que havia bloqueado as tarifas “recíprocas” do governo Trump. A medida, antes suspensa por ultrapassar os limites legais da presidência, reacendeu incertezas jurídicas e políticas no comércio internacional.
Somando-se ao cenário, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que as conversas comerciais com a China estão “um pouco travadas”. A declaração reforçou o clima de impasse entre as duas maiores economias do mundo e aumentou a aversão ao risco nos mercados asiáticos.
O resultado foi um pregão marcado por forte realização de lucros e fuga de ativos ligados ao comércio exterior e tecnologia, setores mais sensíveis ao clima geopolítico.
O ressurgimento das tensões comerciais entra novamente no radar como fator-chave de volatilidade global. Para quem acompanha os mercados com foco estratégico, o momento exige cautela, leitura macro e gestão ativa.
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