Nesta quinta-feira (29), os mercados financeiros globais registraram movimentações expressivas, impulsionados pela recente decisão do Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos que invalidou parte das tarifas comerciais impostas pelo governo Trump. A decisão provocou um forte alívio entre investidores, renovando o apetite por risco e elevando as principais bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos.
Na Ásia, o impacto foi sentido de forma intensa. O índice Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,89%, chegando a 2.720,64 pontos, refletindo não apenas a decisão judicial americana, mas também a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário no país, com recentes cortes nas taxas de juros. Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 1,88%, fechando em 38.432,98 pontos. Já o Hang Seng, de Hong Kong, acompanhou a tendência com alta de 1,35%, aos 23.573,38 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,70%, encerrando cinco pregões consecutivos de queda, enquanto o Shenzhen Composto avançou 1,40%. Taiwan foi a única exceção na região, com o índice Taiex recuando ligeiramente 0,05%.
Na Oceania, a bolsa australiana também seguiu em alta, com o S&P/ASX 200 ganhando 0,15% em Sydney, aos 8.409,80 pontos.
Na Europa, a decisão judicial norte-americana impulsionou os mercados, com o índice Stoxx 600 subindo 0,21%. Os setores mais sensíveis às tarifas comerciais — tecnologia, mineração e automóveis — foram os principais destaques, com ganhos de 1,8%, 1,1% e 0,9%, respectivamente.
Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, avançou 0,26%, o CAC 40, da França, subiu 0,58%, e o FTSE 100, do Reino Unido, sofreu uma leve queda de 0,16%, impactado pelo feriado da Ascensão em parte da Europa.
Nos Estados Unidos, a combinação da decisão judicial que bloqueou parte das tarifas comerciais e o anúncio de resultados robustos da Nvidia impulsionam o otimismo dos investidores. A Nvidia reportou receita anual de US$ 130,5 bilhões, crescimento de 114%, e lucro líquido de US$ 72,88 bilhões, um salto de 145%, reforçando a confiança no setor de tecnologia.
Com indicadores e resultados corporativos sólidos, como os da Nvidia, a tendência no curto prazo é de maior otimismo, mas investidores seguem atentos às nuances políticas e econômicas que podem influenciar o cenário global.
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