Os mercados financeiros globais começam a última semana de maio sob forte tensão. Uma sequência de dados macroeconômicos decisivos, balanços corporativos de peso e riscos geopolíticos promete testar o apetite por risco dos investidores.
O foco absoluto está na ata do FOMC, que será divulgada na quarta-feira (28/05), e no PCE, o índice de inflação mais acompanhado pelo Federal Reserve, previsto para sexta. Ambos são cruciais para calibrar as expectativas sobre futuros cortes de juros nos EUA.
No radar corporativo, os holofotes se voltam para os resultados da Nvidia (NVDA), que recentemente superou a marca de US$ 3 trilhões em valor de mercado, impulsionada pela corrida global por chips de inteligência artificial. Também apresentam números Salesforce (CRM), Dell (DELL), Marvell (MRVL) e HP (HPQ). No varejo, destaque para os balanços de Costco (COST), AutoZone (AZO), Dick’s Sporting Goods (DKS) e PDD Holdings (PDD).
A agenda econômica da semana ainda traz a segunda leitura do PIB dos EUA, além de dados sobre balança comercial, estoques do varejo e os índices de confiança e sentimento do consumidor — todos fundamentais para avaliar a saúde da maior economia do mundo.
O clima se agrava com o retorno das tensões comerciais. Donald Trump ameaça impor tarifas de até 50% sobre produtos europeus, além de sugerir um imposto de 25% sobre iPhones e smartphones produzidos fora dos EUA, reacendendo os temores de uma nova guerra comercial.
Para completar, os discursos de dirigentes do Fed — entre eles Christopher Waller, John Williams e Neel Kashkari — prometem adicionar mais volatilidade, ao fornecer pistas sobre os próximos passos da política monetária americana.
Com dados de inflação, PIB, juros, resultados de big techs e risco geopolítico no radar, o mercado financeiro global entra em uma semana decisiva. As sinalizações do Federal Reserve, somadas às pressões comerciais e à saúde da economia americana, podem redesenhar o comportamento dos ativos nos próximos meses.
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