O presidente Donald Trump está pronto para reativar as tarifas comerciais que havia suavizado no início de abril — e os alvos são claros: países que, segundo o governo americano, não estiverem negociando “de boa fé”. A informação foi confirmada neste domingo (18) pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, em entrevistas a emissoras de TV dos Estados Unidos.
Embora não tenha especificado o que exatamente caracteriza uma negociação em “boa fé”, Bessent deixou claro que os países que não atenderem às expectativas dos EUA receberão cartas oficiais detalhando o retorno das tarifas aos patamares originais anunciados em 2 de abril. Naquela data, o governo Trump havia elevado drasticamente as tarifas de importação, mas flexibilizou a medida uma semana depois, reduzindo-as para 10% por 90 dias — com exceção da China, cuja tarifa foi rebaixada para 30%.
Agora, essa trégua parece ter data de validade.
“Se os países não estiverem comprometidos com um acordo real, receberão uma notificação com as taxas aplicáveis. E é isso. A mensagem é clara: negociem de boa fé ou enfrentem as consequências”, afirmou Bessent ao programa Meet the Press, da NBC News.
O foco do governo americano está nas 18 relações comerciais mais estratégicas, com destaque para a América Central, partes da África e, claro, a China. A ideia é fechar acordos regionais com alíquotas específicas para cada bloco, moldando uma nova arquitetura de comércio global sob os termos impostos por Washington.
Questionado sobre o cronograma para a conclusão dos acordos, Bessent foi taxativo: “Dependerá exclusivamente da postura dos parceiros. Quem estiver disposto a negociar com seriedade, avança. Quem não estiver, será tarifado”.
A postura assertiva de Trump reacende o risco de novas tensões comerciais globais — especialmente em um momento em que os mercados já enfrentam incertezas com juros elevados, desaceleração econômica e rebaixamentos de nota de crédito, como o ocorrido recentemente com os Estados Unidos.
Investidores devem ficar atentos aos desdobramentos das próximas semanas, que podem trazer volatilidade tanto para moedas emergentes quanto para ativos ligados ao comércio global, como petróleo, metais e ações de multinacionais exportadoras.
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