Os mercados americanos fecharam em queda expressiva nesta quinta-feira (10), revertendo os ganhos históricos da véspera, diante da escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. O anúncio de novas tarifas por parte de Pequim reacendeu os temores de que a guerra comercial possa gerar danos econômicos duradouros.
O índice S&P 500 caiu 3,46%, fechando aos 5.268,05 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 4,31%, para 16.387,31 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average perdeu 1.014,79 pontos, queda de 2,50%, encerrando o dia em 39.593,66 pontos.
O pessimismo dominou todos os setores do S&P 500, com exceção de bens de consumo essenciais. Os segmentos de tecnologia e energia lideraram as perdas, pressionados pelo desempenho fraco das big techs, que devolveram boa parte do rali impulsionado pela trégua tarifária de 90 dias anunciada por Trump na quarta-feira.
Além disso, os dados de inflação ao consumidor mostraram uma leve desaceleração, com o núcleo do índice de preços (CPI) avançando 2,8% em base anual — abaixo dos 3% esperados. Apesar do alívio momentâneo, as incertezas sobre o futuro das negociações comerciais mantêm o Federal Reserve em alerta.
O índice de volatilidade VIX, considerado o “medidor de medo” de Wall Street, permaneceu elevado, fechando pouco abaixo de 41 pontos.
Enquanto os mercados enfrentam solavancos, alguns investidores estão expandindo seus horizontes.
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