O S&P 500 caminha para sua segunda semana consecutiva de ganhos, mas ainda enfrenta um cenário instável. Após atingir uma correção em março, o índice permanece cerca de 7% abaixo da máxima histórica registrada em 19 de fevereiro, com investidores atentos ao que está por vir.
O mercado aguarda ansiosamente o dia 2 de abril, data em que o presidente Donald Trump promete anunciar um amplo pacote de tarifas sobre diversos países, chamando o evento de “Dia da Libertação” da economia americana. Entre as medidas, já está confirmada uma tarifa de 25% sobre importações de automóveis, o que pode impactar diretamente o preço médio dos veículos nos EUA.
Incerteza sobre tarifas está pressionando previsões de lucros corporativos e de crescimento econômico. Uma pesquisa recente indicou que a confiança do consumidor caiu para o menor nível em mais de quatro anos, com receios de recessão e inflação acelerada.
As ações de montadoras como General Motors e Ford já refletem o temor dos investidores, registrando quedas acentuadas após o anúncio tarifário.
No mercado de opções, há expectativa de aumento de volatilidade, especialmente para os contratos com vencimento entre 31 de março e 4 de abril.
Com o fim do primeiro trimestre, o S&P 500 acumula queda de 3,24% em 2025, anulando os ganhos pós-eleição de Trump. O entusiasmo inicial com uma agenda pró-crescimento perdeu força, substituído pelo temor de políticas comerciais imprevisíveis.
Os olhos também se voltam para o relatório de empregos dos EUA, que será divulgado em 4 de abril. Analistas projetam crescimento mais fraco, com criação de 128 mil vagas em março, ante 151 mil no mês anterior. A expectativa é que o dado ofereça pistas sobre os efeitos dos cortes promovidos por aliados de Trump no setor público, incluindo ações lideradas por Elon Musk.
A virada do trimestre na segunda-feira pode causar ajustes nos portfólios, e os investidores também se preparam para o início da temporada de balanços do 1º trimestre, que começa oficialmente no final do mês.
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