As ações europeias fecharam em baixa nesta quinta-feira, interrompendo uma sequência de quatro dias de ganhos, enquanto investidores realizavam lucros e avaliavam as mais recentes decisões dos bancos centrais globais. O índice STOXX 600 caiu 0,4%, refletindo o cenário de cautela nos mercados financeiros.
O Federal Reserve manteve as taxas de juros nos Estados Unidos, mas reduziu sua previsão de crescimento econômico e elevou as projeções de inflação, atribuindo a mudança à incerteza gerada pelas tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump. Já na Europa, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, alertou que uma tarifa de 25% imposta pelos EUA poderia reduzir o crescimento da zona do euro em até 0,5 ponto percentual, caso medidas retaliatórias sejam adotadas.
Os setores bancário e automotivo estiveram entre os mais afetados. O índice de bancos europeus caiu 2,2%, devolvendo parte dos ganhos recentes, enquanto ações de automóveis e peças também recuaram, acompanhando o tom pessimista dos mercados. O índice aeroespacial e de defesa caiu 2%, refletindo a cautela dos investidores diante das reformas fiscais da Alemanha, que serão apresentadas ao parlamento nesta sexta-feira.
A incerteza geopolítica também pesou no humor dos mercados, especialmente após a Ucrânia atacar um campo de aviação estratégico russo, provocando uma grande explosão a cerca de 700 km das linhas de frente da guerra.
Entre os destaques negativos do dia, as ações da Sodexo despencaram 17%, marcando sua maior queda diária em 22 anos, após a empresa francesa de serviços de alimentação reduzir suas previsões para 2025. Já o Commerzbank caiu 3,3%, após a CEO Bettina Orlopp negar negociações recentes com o UniCredit, mesmo depois da aprovação do Banco Central Europeu para a compra de uma participação de 30%.
No setor de luxo, Richemont e Swatch Group caíram 2,9% e 4,2%, respectivamente, depois que dados revelaram queda nas exportações de relógios suíços em fevereiro. Enquanto isso, a fabricante alemã de produtos químicos Lanxess recuou 5%, ao prever impactos negativos nos lucros de 2025, citando crescimento econômico lento e riscos políticos crescentes.
O mercado segue atento às próximas decisões econômicas e políticas, com investidores monitorando as discussões sobre reformas fiscais na Alemanha e possíveis desdobramentos na política monetária global.
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