As ações japonesas registraram ganhos nesta quinta-feira, impulsionadas pelo avanço dos exportadores após a Alemanha anunciar uma revisão fiscal significativa e pelo adiamento das tarifas sobre montadoras do México e Canadá, decidido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No Nikkei 225, as ações de defesa e do setor de máquinas expostas à Europa representaram mais da metade dos maiores ganhos do dia. A movimentação ocorreu após o governo alemão revelar um plano histórico de aumento dos gastos públicos, que impactou os mercados na quarta-feira.
Além disso, a China anunciou seu plano de crescimento econômico, estabelecendo uma meta de expansão de 5% para 2025, o que aumentou a expectativa de que Pequim possa liberar novos estímulos este ano.
O setor bancário japonês também se beneficiou do cenário econômico global. O rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos subiu para 1,5%, seu nível mais alto desde junho de 2009, refletindo a forte queda dos títulos alemães – que tiveram seu pior desempenho desde os meses seguintes à queda do Muro de Berlim.
Os rendimentos também avançaram na Austrália e Nova Zelândia, à medida que os mercados de dívida absorviam os impactos da liquidação nos títulos alemães.
Na quarta-feira, a Casa Branca anunciou uma isenção de um mês para as tarifas recém-impostas a montadoras do México e Canadá, em resposta às preocupações do setor automotivo.
Enquanto isso, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, indicou que não pretende eliminar todas as tarifas retaliatórias impostas pelo Canadá caso Trump mantenha as tarifas sobre produtos canadenses.
O governo dos EUA também está avaliando a possibilidade de isentar certos produtos agrícolas das tarifas impostas ao Canadá e ao México, em uma tentativa de aliviar os impactos das novas tarifas sobre setores específicos.
O preço do petróleo continuou próximo de seu menor nível em seis meses, refletindo o aumento das disputas comerciais desencadeadas pelas tarifas de Trump. O mercado segue cauteloso com os possíveis impactos na demanda global de energia, em meio às incertezas econômicas e tensões geopolíticas.
Com os investidores monitorando as decisões dos governos globais, o mercado agora aguarda novos desdobramentos sobre tarifas, estímulos econômicos e o impacto da alta nos rendimentos dos títulos.
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