Os mercados europeus reagiram à crescente expectativa de aumento nos gastos militares. Os títulos da Alemanha, França e Itália caíram, enquanto as ações do setor de defesa dispararam. Os rendimentos dos Bunds alemães de 10 anos, referência para os custos de financiamento na zona do euro, atingiram o nível mais alto em mais de duas semanas.
O índice Stoxx 600 subiu 0,5%, e um indicador do Goldman Sachs para o setor de defesa europeu atingiu um recorde histórico. O destaque foi a Rheinmetall AG, que avançou 14%, levando a bolsa de Frankfurt a registrar seu 17º recorde do ano. Enquanto isso, os mercados dos EUA permaneceram fechados devido a um feriado, mas os futuros de ações americanas avançaram. O Bitcoin recuou até 2%.
A pressão sobre os mercados vem à medida que os EUA cobram da Europa garantias concretas de apoio militar à Ucrânia. Líderes da União Europeia discutem em Paris um grande pacote de reforço militar, com estimativas apontando que a modernização das forças armadas pode custar US$ 3,1 trilhões na próxima década.
Para Aneeka Gupta, da Wisdomtree UK Ltd., "os países europeus percebem que não podem mais depender totalmente dos EUA para sua segurança, o que exigirá um aumento expressivo nos gastos com defesa e maior prudência no mercado de títulos". O ministro francês para Assuntos Europeus, Benjamin Haddad, afirmou que a emissão de títulos conjuntos da UE para financiar esses investimentos está em discussão, mas divide opiniões no bloco.
Além das tensões geopolíticas, as bolsas europeias foram impulsionadas pela China. Um encontro entre Xi Jinping e executivos do setor privado, incluindo Jack Ma, gerou otimismo sobre o fim da repressão de Pequim às empresas privadas, favorecendo as exportações europeias.
No mercado cambial, o iene japonês se fortaleceu frente às principais moedas do G-10 após dados econômicos acima do esperado, reforçando a expectativa de aumentos nas taxas de juros pelo Banco do Japão.
Com o cenário geopolítico ditando o ritmo dos mercados, investidores acompanham de perto os desdobramentos e o impacto da nova agenda militar sobre a economia europeia.
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