Ações Panorama de Mercado
Bolsas Globais Caem com Tensões Comerciais e Balanços
Com realização de lucros na Ásia, queda na Europa e pré-mercado dos EUA em baixa, investidores reagem a tarifas, balanços corporativos e incertezas políticas
22/07/2025 09h12 Atualizada há 7 meses
Por: Redação

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta terça-feira em baixa, após atingirem recentemente os maiores níveis em quase quatro anos. A realização de lucros predominou entre os investidores, que demonstraram cautela diante da agenda de balanços corporativos globais e da aproximação do prazo final para a imposição de tarifas comerciais pelos EUA.

O índice MSCI Ásia-Pacífico recuou 0,4%, após ter alcançado seu maior patamar desde outubro de 2021. No Japão, as ações reabriram em alta após o feriado e as eleições, mas encerraram em queda de 0,27%, pressionadas por perdas em montadoras e empresas de cosméticos. Setores como bancos, chips e exportadoras tiveram desempenho mais positivo, com destaque para SoftBank e Mitsubishi Heavy. Em outros mercados: Xangai subiu 0,35%, Hong Kong avançou 0,19%, Austrália ficou praticamente estável (+0,03%) e Nova Zelândia recuou 1,1%. O sentimento geral foi de espera, diante das incertezas sobre as tarifas dos EUA, que podem entrar em vigor em 1º de agosto.

Na Europa, o dia começou em queda. Os principais índices recuam em meio ao impasse comercial com os EUA e à repercussão dos balanços trimestrais. O FTSE 100 (Londres) cai cerca de 0,3%, o CAC 40 (Paris) perde 0,3%, o DAX (Frankfurt) recua 1,08% e o EuroStoxx 50, 0,58%. Os setores de tecnologia e químico lideram as perdas. A tensão aumentou após Washington anunciar tarifas de até 30% sobre importações da União Europeia, intensificando discussões sobre retaliações por parte do bloco.

Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em leve baixa após uma sessão de recordes impulsionada por big techs. No pré-mercado desta terça, o Dow Jones futuro recua 0,29%, o Nasdaq 100 perde 0,17% e o S&P 500 cai 0,13%. Investidores seguem atentos à temporada de balanços. A General Motors e a Coca-Cola divulgaram resultados acima do esperado, mas recuam no pré-market por perspectivas mais cautelosas. Alphabet e Tesla também divulgam seus números hoje e devem ditar o ritmo do pregão.

No campo político, cresce a tensão sobre o Federal Reserve. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, sugeriu mudanças na estrutura do banco central, enquanto a Casa Branca pressiona por aceitação internacional das novas tarifas. A combinação entre incertezas políticas, pressão sobre o Fed e temor de guerra comercial reforça o tom de cautela nos mercados globais.