As bolsas da Ásia encerraram o pregão desta quinta-feira em terreno positivo, refletindo a confiança dos investidores e impulsionando o apetite por ativos de risco em mercados internacionais. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,60%, atingindo 39.901,19 pontos, enquanto o Kospi sul-coreano avançou 0,19%, aos 3.192,29 pontos. O Taiex de Taiwan registrou elevação de 0,31%, fechando em 23.113,28 pontos. Na China, o Xangai Composto subiu 0,37% (3.516,83 pontos) e o Shenzhen Composto avançou 1,19% (2.146,08 pontos). O único destaque negativo foi o Hang Seng, de Hong Kong, que recuou levemente 0,08%, a 24.498,95 pontos.
Já na abertura do pregão europeu, o clima é igualmente positivo. As principais bolsas do continente registram ganhos após uma sequência de sessões negativas. Por volta de 6h49 (horário de Brasília):
Londres: +0,46%
Paris: +0,86%
Frankfurt: +0,88%
Milão: +0,49%
Madri: +0,38%
Lisboa: +0,23%
O índice Stoxx 600, que reúne as maiores empresas da Europa, apresentava valorização de 0,73%, chegando a 545,81 pontos. Os índices reagem à divulgação de resultados trimestrais robustos e pela expectativa de avanços em negociações comerciais com os EUA.
No pré-mercado dos Estados Unidos, os índices futuros operam de forma volátil à espera de resultados de grandes companhias como GE, TSMC, Abbott Labs e PepsiCo. O investidor monitora atentamente, além dos balanços, a divulgação das vendas no varejo de junho e indicadores de emprego e atividade industrial. Os dados devem ser determinantes para o sentimento do mercado e para as apostas sobre a condução da política monetária pelo Federal Reserve ao longo do segundo semestre.
Brasil:
O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) caiu 1,65% em julho, puxado por recuo em todos os seus componentes, refletindo menor pressão de custos e ofertando algum alívio ao cenário inflacionário nacional.
O salário mínimo, reajustado em 7,5% neste ano, passou a ser de R$ 1.518, influenciando diretamente benefícios previdenciários e sociais.
Internacional:
Expectativas para inflação no Brasil em 2025 recuaram novamente, projetando o IPCA em 5,17%, segundo o último boletim Focus. A cotação do dólar prevista para o final de 2025 caiu para R$ 5,65. A taxa básica de juros, Selic, permanece estável em 15% ao ano, segundo avaliações recentes do Banco Central.
O tom positivo nas principais bolsas internacionais nesta quinta-feira indica otimismo entre investidores, alimentado tanto por fundamentos corporativos quanto por indicadores macroeconômicos benignos.
No Brasil, sinais de desaceleração na inflação e controle das contas públicas são bem-vistos, enquanto internacionalmente o mercado monitora com atenção a evolução dos dados econômicos americanos e desdobramentos da temporada de balanços.
O equilíbrio entre inflação, juros e crescimento segue no centro das atenções para o segundo semestre, com volatilidade esperada à medida que bancos centrais ao redor do mundo avançam em suas estratégias de política monetária.