Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram a terça-feira com movimentos moderados e mistos, refletindo a crescente apreensão dos investidores diante das novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump e da expectativa em torno da política monetária do Federal Reserve. O S&P 500 recuou 0,07%, aos 6.225,48 pontos, enquanto o Dow Jones caiu 0,38%, para 44.239,56 pontos. Já o Nasdaq Composite apresentou leve alta de 0,02%, encerrando em 20.415,67 pontos.
Após uma forte queda na sessão anterior, provocada pelos anúncios de tarifas generalizadas contra 14 países, incluindo parceiros estratégicos como Japão e Coreia do Sul. o mercado passou o dia oscilando entre perdas e ganhos, em busca de clareza sobre os próximos passos da Casa Branca. Trump intensificou o tom protecionista ao anunciar que pretende aplicar uma tarifa de 50% sobre o cobre importado, além de sinalizar a iminente imposição de taxas sobre setores estratégicos como semicondutores e produtos farmacêuticos. Apesar disso, o presidente afirmou que os diálogos com a União Europeia e a China seguem em andamento, e que uma carta com novas tarifas à UE pode ser enviada nos próximos dias.
Enquanto isso, os agentes financeiros acompanham com atenção a aproximação da temporada de balanços corporativos do segundo trimestre, prevista para começar em meados de julho. Além disso, cresce a expectativa pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, marcada para esta quarta-feira, que pode trazer pistas sobre o ritmo e a intensidade da retomada do ciclo de afrouxamento monetário.
Analistas apontam que a recente aprovação de medidas fiscais pró-negócios nos EUA e a resiliência dos lucros empresariais contribuíram para o bom desempenho recente de Wall Street, com o Nasdaq e o S&P 500 renovando máximas históricas na semana passada.
Entre os destaques corporativos, as ações da Moderna avançaram após entidades médicas iniciarem um processo contra o Departamento de Saúde dos EUA, alegando que as diretrizes atuais sobre vacinas contra a COVID-19 ameaçam a saúde pública. Em contrapartida, o setor de energia solar registrou perdas expressivas depois que Trump ordenou a revisão de benefícios fiscais para projetos de energia renovável, impactando empresas como SunRun, Enphase Energy e SolarEdge Technologies.