Internacional Panorama de Mercado
Bolsas Asiáticas Sobem com Alívio Geopolítico e Dólar em Queda: Trégua Eleva Apetite por Risco
Trégua temporária entre Israel e Irã reduz risco de choque no petróleo, enfraquece o dólar e sustenta alta nos mercados asiáticos, enquanto investidores ajustam expectativas sobre cortes de juros nos EUA.
25/06/2025 05h05 Atualizada há 8 meses
Por: Vitor Ferreira

O alívio nas tensões geopolíticas deu o tom aos mercados nesta quarta-feira (25), com investidores globais reagindo positivamente à trégua declarada entre Israel e Irã. O fechamento das bolsas asiáticas foi marcado por ganhos consistentes, à medida que o temor de uma escalada militar que pudesse comprometer rotas estratégicas de energia foi, ao menos temporariamente, dissipado. Tóquio avançou 0,3%, Hong Kong subiu 0,8%, enquanto Taiwan liderou os ganhos na região com alta de 0,9%.

O recuo do dólar, impulsionado pela menor aversão ao risco, favoreceu ativos de mercados emergentes e sustentou o apetite por risco na Ásia. Adicionalmente, a sinalização cautelosa do Federal Reserve em relação ao ritmo dos futuros cortes de juros manteve a perspectiva de suporte aos mercados acionários globais.

Na abertura da Europa, o otimismo persistiu. O DAX de Frankfurt saltou 1,6%, enquanto o CAC 40 de Paris ganhou 1,04%, refletindo a combinação entre a estabilidade política e o recuo recente dos preços de energia, que alivia pressões sobre a inflação europeia. O Euro Stoxx 50, termômetro do bloco, operou em alta de 0,25%, ampliando a sequência de ganhos recentes.

Nos Estados Unidos, os índices futuros apontam leve alta, sustentados pela expectativa em torno do depoimento de Jerome Powell ao Congresso. Investidores buscam pistas mais claras sobre o cronograma de possíveis cortes de juros, num ambiente que segue sensível a qualquer sinal de inflexão da política monetária. Dados de vendas de imóveis novos também estão no radar, podendo adicionar nuances ao sentimento do mercado.

A combinação de alívio geopolítico, moderação cambial e expectativas calibradas em relação ao Fed cria, por ora, uma janela favorável para ativos de risco, ainda que o ambiente siga volátil e dependente de desdobramentos delicados no Oriente Médio e da trajetória da inflação global.