O pregão desta terça-feira (24) começou sob forte alívio global, após o anúncio do cessar-fogo entre Israel e Irã, mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A trégua, inesperada após semanas de escalada militar, reduziu o temor de interrupção no fluxo global de petróleo e trouxe alívio imediato às pressões inflacionárias que vinham dominando o humor dos mercados.
Na Ásia, o movimento foi de recuperação firme. O Nikkei 225 subiu 1,14%, aos 38.790 pontos. O Hang Seng avançou 0,67%, sustentado por tecnologia e imóveis chineses, enquanto o Kospi saltou 2,8% com forte fluxo comprador. A forte queda do petróleo potencializou o otimismo: com o risco geopolítico arrefecido, o Brent recuou para menos de 70 dólares, acumulando queda superior a 9% desde o fim de semana. Essa correção nos preços da energia alivia a inflação global e reacende apostas em flexibilização monetária.
Na Europa, o apetite por risco dominou a abertura. O DAX subiu 1,74%, o CAC 40 avançou 1,37% e o FTSE 100 ganhou 0,49%. O EuroStoxx 50 abriu com alta de 1,04%, refletindo a rápida rotação dos investidores para ativos cíclicos, diante da expectativa de menor pressão inflacionária.
Nos EUA, o pré-mercado também seguiu positivo. Futuros do S&P 500 subiam 0,75%, Nasdaq 100 ganhava 1,04% e Dow Jones avançava 0,65%. O foco agora recai sobre o depoimento de Jerome Powell ao Congresso. Parte do Federal Reserve já sinaliza abertura para cortes de juros já em julho, à medida que a inflação mostra sinais de acomodação.
No câmbio e commodities, o ouro recuava 1,32% para 3.324 dólares, enquanto o dólar cedia frente a euro, libra e iene, com o euro a 1,16 e o dólar negociado a 145 ienes. O movimento reforça a percepção de descompressão do risco global.
Entre os destaques corporativos, a Tesla disparava 8,2% no pré-mercado após anunciar sua frota de táxis autônomos. Já o Hims & Hers Health desabava 34% após o fim da parceria com a Novo Nordisk.
O dia marca uma inflexão no humor global: o alívio geopolítico e a queda das commodities reabrem espaço para o debate sobre cortes de juros, reacendendo o apetite dos investidores por risco.